"Não, esse não é o super-homem do desenho (...) Esse é o homem forte, o homem intenso, que na verdade é o homem frágil, essencialmente, por isso sensível." (Viviane Mosé,em Café Filófico, Especial Nietzsche. Para assistir completo, clique aqui.)
Juntei um grupo de amigos para ler e discutir a mais aplaudida obra de Gabriel García Márquez - Cem anos de solidão. Um espaço virtual foi criado recentemente para abrigar as impressões pessoais de cada leitor que resolva caminhar pelas ruas de Macondo (http://pt.scribd.com/cristovaodeassis). Meu entusiasmo é tamanho que só sei falar sobre isso com quem encontro na rua. Resolvi colocar abaixo o que ouvi destas pessoas:
“Uma saga familiar em alucinada violência... ação sem tréguas em um ritmo obsessivo... poesia, humor, insólita grandeza... extraordinário lirismo” (Seu Zé da padaria)
“Epopéia trágica e truculenta” (Raimundo engraxate)
“O maior acontecimento da novela espanhola depois de Dom Quixote, de Cervantes” (Doidim dos pão)
"Garcia Márquez é um mestre absoluto" (Zinha)
"Um verdadeiro tratado rico em significações. A percepção individual e a memória coletiva dos Buendía fazem-me rememorar cenas da minha tenra infância" (Damiana da pamonha)
"Nossas vidas, sem dúvida, são cheias de problemas reais, alguns dos quais talvez insolúveis. Seria impertinente sugerir que todos os nossos problemas são fabricados. Contudo, somos tão obcecados pela ideia de que temos de possuir 'respostas' e 'soluções' para tudo que evitamos os problemas difíceis, tão reais, criando outros menos reais para os quais acreditamos ter a resposta."
(Thomas Merton, Contemplação num mundo de ação)
9.7.11
inda não me tornei um ser embrutecido, um pau seco e sem vida, um espantalho. No momento mais difícil do dia para se assimilar alguma coisa – assim que se acorda num sábado de manhã – fui envolvido por um sentimento tão terno quanto eterno: ligar na MTV bem na hora do World Stage | Espcial Coldplay, foi muita sorte.
Gravado em Tóquio em fevereiro de 2009, a banda deu start a sua epopéica apresentação com Violet Hill, fazendo precipitar destes olhos já rasos d'água uma lágrima serelepe rosto abaixo.
Tocaram em seguida In my place, Yellow, Fix you.
Quando os primeiros acordes de God put a smile on your face (Deus colocou um sorriso em seu rosto) acordei da nuvem de entorpecimento que me encontrava e despenquei pra realidade daquela música. Desejei que Deus preservasse no rosto dela aquele lindo sorriso peculiar a pessoas simples e puras.
“OK, todos estão prontos? Vamos lá!” gritou Chris Martin antes de começar Lost. Acontece que eu não estava pronto, eu estava perdido, perdido em mil lembranças de outrora, que me remeteu ao tempo que essa música era a trilha sonora na minha deprê. Foi por seu caráter sombrio e melancólico que recebi rótulos e ouvi muitos “ave-maria” de desaprovação.
O show acaba com Life in Technicolor e eu acabo essa resenha acabando de perceber que me resta apenas três coisas nesta manhã cinzenta: o pão, o nescau e as lembranças.
"O que todas as almas verdadeiramente contemplativas têm em comum não é o fato de reunirem-se exclusivamente no deserto, nem o de permanecerem em reclusão, mas sim o de estarem lá onde Ele está. E como O encontram? Com técnica? Não existe técnica para encontrá-Lo. Elas O encontram por Sua vontade. E Sua vontade, concedendo-lhes a graça interior e organizando o exterior de suas vidas, leva-as, de modo infalível, ao lugar exato onde O podem encontrar. Mesmo assim, não sabem como lá chegaram ou o que estão realmente fazendo."
(Thomas Merton, Na liberdade da solidão)
5.7.11
Guarda me como à pupila dos teus olhos; esconde me à sombra das tuas asas.Eu, porém, pela justiça, contemplarei a tua face e, ao despertar, serei saciado com a tua presença.
"Leonardo, venha jantar, o cuscuz está uma delícia!" (Dona Ivanilda, mãe do Lelezão bolado) Parabéns, meu irmão, da multidão de pessoas que te amam eu me coloco como o primeiro da fila. Seja bem feliz!
Que sentido faz falar para ela ouvir ou escrever para ela ler se nem eu quero saber o que ela faz nem o que a satisfaz?
Cristóvão Júnior é prepotente por opção. Trabalhou os últimos meses como consultor de marketing amoroso do Facebook. Foi mandado embora por sua insistência em querer adicionar "relacionamento 'fala' sério" às opções de status no perfil dos usuários.