24.12.10

Diário de bordo #1

Hoje, 24.12, 10:40 am, dia perfeito, querendo nublar, tirei pra Av. Maranhão mais o Leozão para lavar o carro. Na mata ciliar do Rio Parnaíba, os lavadores montam uma infra-estrutura digna de um grande evento. À sombra de um enorme angico branco, no balançar duma rede, tomando uma, ao som de Paulinho Paixão, se espera os trabalhadores concluírem seu serviço. Lá se foi os melhores momentos de um dia que ainda não terminou.

O Mistério do Natal

"O Mistério do Natal nos impõe uma dívida e uma obrigação para com o resto da humanidade e para com todo o universo criado. Nós que vimos a luz de Cristo somos obrigados, pela grandeza da graça que nos foi dada, a tornar conhecida a presença do Salvador até os confins da terra. Isso faremos não só pregando a boa-nova de sua vinda, mas, sobretudo, revelando-O em nossas vidas. Cristo nasceu para nós hoje para que pudesse aparecer ao mundo todo por nosso intermédio."
(Tempo e Liturgia, Thomas Merton)

23.12.10

Férias

Teresina, parece um laço de fita, ou uma moça bunita, outra igual eu nunca vi. É a cidade que a gente necessita, é a sala de visita do Estado do Piauí.
(Toada de Boi do Mestre Manoel Luciano)

Férias na terra natal, na capital mais quente mais bela mais única mais singular mais mais deste Brasil. Lugar onde as altas temperaturas sofrem influências de seu povo. Teresina: natureza provinciana, anseios cosmopolitas.


11.12.10

Memórias Inventadas

Ao concluir a leitura das Memórias Inventadas – As infâncias de Manoel de Barros, sinto a obrigação de derramar aqui 5 insight's que me saltaram aos olhos e fizeram cócegas na minh'alma. Deleite-nos-Emos!

#1 A escuridão me ilumina

#2 Aprendi a não desprezar as coisas desprezíveis e nem os seres desprezados

#3 Uso palavras para compor meus silêncios

#4 Eu sinto que este caminho (o da poesia) bota sentido em mim

#5 O abandono me protege. Acho que esse paradoxo reforça mais a poesia do que a própria verdade.

10.12.10

+ Thomas Merton +

(31.01.1915 - 10.12.1968)

42 anos já se passaram, e Thomas Merton (monge americano, poeta e escritor) está mais vivo que nunca. No aniversário de sua páscoa definitiva, presto minha homenagem a esse homem de Deus que revolucionou/revoluciona minha vida. Transcrevo um trecho ilário retirado do seu Diário secular, onde mostra o jovem Merton, com 25 anos de idade, numa cidade do México, Camaguey, assistindo um espetáculo de dança, recheado de muitos números circenses “inesquecíveis”, por serem, na sua opinião, tão ruim e tão horrível de se ver.

"...Por mais que viva, jamais esquecerei, tão ruim que era... Uma das meninas tinha a cara redonda, a outra era realmente gorda, a terceira era magrinha e tinha pernas finas, uma espécie de cara de gato, atraente e bonita. Ela bem sabia que era mais graciosa que as outras. Sem que tivesse havido muitos aplausos, repetiram o numero do principio ao fim, como se já fosse de rotina, como se tivessem de faze-lo duas vezes. Era tão bonito e tão horroroso: para este lado, para aquele lado, volta pra cá, volta pra lá, tan tan tan; no fim davam uma volta e levantavam as saias com leves capinhas, nas pontas dos pés. Ding, ding. O fim.

Fugiram apressadamente do palco. Nunca vi coisa tão horrível, ou tão inesquecível, ou tão fascinante. Não é que dançassem mal. Dançavam até muito bem; mas uma dança tão ruim que dava vontade de chorar, tão ruim e sem sentido! Que mexicanos!

Foi ainda pior, quando a gorducha dentro de novo correndo, vestida com um casaco preto peludo, curto e apertado, de vaqueiro mexicano, tão preto e tão apertado e tão peludo que a fazia assemelhar-se a um enorme rato. Realmente, seus movimentos eram todos de um enorme rato gigantesco e era isso que estava estampado no sorriso que lhe abria a face: “agora você vão ver que eu sou o rato gigante!

Esse numero era realmente mais horrível do que o outro, sem ao menos uma boa dança para compensar a ruindade de toda a concepção. Fiquei duro com essa dança. Quando acabou, poderia ter chorado!"

9.12.10

Só.Pl.Ar

Sócrates procurava a felicidade por meio da procura da verdade. Platão prrocurava abandonar as aparências do mundo sensível para alcançar a verdade do mundo das ideias. Aristóteles procurava fugir deste mundo de verdades para considerar apenas o que sua persepção conseguia abraçar.

Vem aí, a nova mini-série do Sertãodeverso:

Afinal, o que querem os filósofos?

8.12.10

Solidão

Fim do dia, chuva fina, minha alma se recolhe e se abriga ao som da Ir. Kelly Patrícia:

Meus momentos prediletos solidão, solidão; mas sempre convosco, Jesus, Senhor. Junto ao vosso coração passo horas agradáveis, e junto dele minha alma encontra descanso. Quando o coração está repleto de Vós e cheio de amor, a alma arde com fogo puro, então no maior abandono a alma não sente solidão, porque descansa em vosso seio. Ó solidão, momentos da mais elevada companhia, embora abandonado por todas as criaturas. Afundo-me todo no oceano de vossa divindade, e Vós ouvis ternamente as minhas confidências.

7.12.10

Estatística

Este blog, desde quando passou a existir (primeiramente com a alcunha descabida de Cunhão Trincado, e hoje respondendo por Sertão de verso) possui em seus registros os dados que seguem abaixo:

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Esta semana ........................ 190

(fonte: SiteMeter)

Cabe aqui um agradecimento a todos aqueles que vêm acompanhando os versos, trovas, mungangos, bunecos e kalungas. Como diz o perfil, a finalidade deste blog é alimentar a soberba deste bisonho autor que, pensando ser uma revelação no mundo das letras, vai se iludindo a cada dia, vivendo como se intelectual fosse.

2.12.10

dez|com|passo

Tem sido assim:
a cada malogro
em cada desatino
vejo naufragar nosso destino
uma opereta lúgubre
ao fundo, uma sonata em Ré
à frente, o futuro na borra de café
isso é demais para mim
seria, pois, o Prelúdio do Fim?