Sorte sorrateira:
habitar na liberdade
preso à sua maneira
Vou pro campo
No campo tem flores
As flores tem mel
Mas a noitinha estrelas no céu, no céu, no céu
O céu, da boca da onça é escuro
Não cometa, não cometa
Não cometa furos
Pimenta malagueta não é pimentão, tão, tão, tão
Vou pro campo
Acampar no mato
No mato tem pato, gato, carrapato
Canto de cachoeira
Dentro dágua
Pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar
Não caia nessa onda
Pois a cachoeira é funda
É afunda
Não sou tanajura
mas eu crio asas,
Com os vagalumes
eu quero voar, voar, voar
O céu estrelado hoje é minha casa
Fica mais bonita
quando tem luar, luar, luar
Quero acordar
com os passarinhos
Cantar uma canção
com o sabiá
Dizem que verrugas
são estrelas
Que a gente conta
Que a gente aponta
Antes de dormir, dormir, dormir
Eu tenho contato
Mas não tem nascido
Isso é estória de nariz comprido
Deixe de mentir, mentir, mentir..
Os sete anões pequeninos
Sete corações de meninos
e a alma leve, leve, leve
São folhas e flores ao vento
O sorriso e o sentimento
da Branca de Neve, neve, neve...
Juraildes da Cruz
Falar merda é quase que uma identidade do ser humano, e cada um de nós estamos sempre contribuindo para que esta característica se perpetue pelos séculos dos séculos, amém.
Mas por que razão a conversa jogada fora recebe o nome de “merda”?
Toda conversa fiada ouvida e toda lorota falada está desprovida de conteúdo, de substância e de importância. Assim é a merda. Quando ingerimos os alimentos o nosso corpo retira deles os nutrientes, expelindo, em seguida, uma massa fétida sem valor: um cocô, ou se preferir, uma bosta, ou aqui no caso em tela, una mierda.
Casais em fúria são verdadeiros “poetas de merda”. Na discussão, muito se fala, pouco se aproveita; no fim só fica a catinga (entendamos a catinga como sendo as lembranças daquelas palavras inapropriadas para este blog e que a moral e os bons costumes fazem calar).
Quem nunca disse merda numa discussão levante o papel higiênico.
As besteiras ditas no calor do momento pertencem ao calor “daquele” momento, não podem se tornar “prato principal” quando as velhas DR pintarem, antes, ao contrário, elas devem ser cagadas, e a cordinha da inteligência puxada, para que o redemoinho das águas passadas levem toda merda para as profundezas do esquecimento necessário.
Enfim, chega de tanta merda.